Advogada do Grajaú, vítima de violência doméstica, revela por que fechou a Ponte Rio-Niterói

Ato deixou o trânsito parado no fim do dia por toda cidade

Foto: Reprodução

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Uma advogada, moradora do Grajaú, vítima de violência doméstica, parou a ponte Rio-Niterói nesta quinta (14), depois de não conseguir ajuda das autoridades. Regina Maria Evaristo, de 56 anos, vem sendo perseguida pelo ex-companheiro desde 2016, após terminar o relacionamento e ser agredida em seu imóvel no Grajaú. De acordo com a vítima, a atual companheira do agressor também sofre com violência doméstica e que, após buscar apoio da DEAM e da OAB para o seu caso e não ter resultado, resolveu fazer uma manifestação na ponte Rio-Niterói.

"Ele me agrediu em 2016, me persegue até hoje. Agrediu a atual mulher no final do ano passado. Foi denunciado, é alcoólatra e está furioso. Já procurei a ajuda da OAB, da Defensoria Pública, do Ministério Público e da DEAM, mas não consigo um apoio efetivo. Meu medo é morrer, já que ele diz que vai me matar", disse a vítima.

Regina esteve na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro do Rio, na última segunda (11), com a presidente da Comissão OAB Mulher, Flávia Ribeiro, com a diretora de Convênios da Caixa de Assistência à Advocacia do Rio de Janeiro, Fernanda Mata, e com a coordenadora do Grupo de Trabalho de Assistência à Mulher, a advogada Flávia Monteiro, para a renovação da medida protetiva contra o agressor, mas as ameaças continuam.

Não vendo nenhuma medida efetiva sendo tomada, a advogada resolveu fazer uma manifestação, buscando que o poder público a ajude nesse caso.

De acordo com a Ecoponte, a Ponte Rio-Niterói ficou com duas faixas interditadas, em cada sentido, e os motoristas passaram por uma hora no trânsito, no sentido Niterói, e 48 minutos, no sentido Rio. O reflexo pode ser visto na Linha Vermelha, av. Brasil, av. Francisco. Bicalho, av. Radial Oeste, Elevado Paulo de Frontin e Túnel Rebouças. Segundo a PRF, a vítima foi resgatada por volta das 19h45 do local.

O portal Grande Tijuca entrou em contato com a OAB, Polícia Civil, Ministério Público e Defensoria Pública para que se pronunciassem sobre o caso, porém, até o fechamento da matéria, nenhuma das instituições se manifestou.