Espetáculo de palhaçaria 'Povo de Rua' tem sessões gratuitas na Tijuca no próximo dia 09

Com humor e interação com público, peça faz uso da linguagem do teatro de rua e da arte da palhaçaria para apresentar a figura do Zé Pelintra

Espetáculo de palhaçaria 'Povo de Rua' tem sessões gratuitas na Tijuca no próximo dia 09

O ator e palhaço Bruno França (palhaço Felizardo) está de volta com o seu solo "Povo de Rua", dirigido por Zeca Ligiéro, para uma apresentação gratuita e ao ar livre no próximo dia 09 de julho, no Teatro Municipal Guignol Tijuca, às 10h.

O espetáculo faz uso da linguagem do teatro de rua e da arte da palhaçaria para apresentar a figura do Zé Pelintra – uma entidade da umbanda conhecida por sua malandragem e por proteger o povo de rua nas madrugadas. Celebrado nos cultos afro-brasileiros e na boemia carioca por seu estilo e gingado, Zé Pelintra entrou este ano para o calendário oficial do Rio de Janeiro. O projeto de lei vereador Átila Nunes (PSD) foi aprovado na Câmara Municipal e o Dia de Zé Pelintra será festejado em 7 de julho.

Em cena, Bruno França promove o encontro do seu palhaço Felizardo com o Zé Pelintra. Felizardo diz que não é ator nem palhaço, mas um agente da felicidade. Carregando seu carrinho de feira cheio de ervas, tônicos, pomadas anti-inflamatórias e até uma loção que promete atrair o grande amor, Felizardo viaja de cidade em cidade oferecendo a cura para os mais diferentes problemas. Durante suas andanças, o palhaço incorpora Zé Pelintra, que chega bem vestido em seu terno branco e chapéu panamá. Suas vidas se cruzam e as histórias desses dois brincalhões são contadas numa conversa com a participação do público.

"O Zé Pelintra representa uma figura singular e transgressora, que pertence a vários universos ao mesmo tempo, tanto em lendas urbanas quanto em rituais religiosos brasileiros. Ele traz a marca do humor em sua performance e protagoniza ritos que, além de cumprirem com a sua função religiosa, também funcionam como fonte de diversão", explica o diretor Zeca Ligiéro.

Natural de Nilópolis, na Baixada Fluminense, Bruno tem a rua como palco em sua trajetória como artista. Fundador e integrante do Grupo Surgiu Na Hora, fez inúmeras apresentações em ruas e feiras. A umbanda está presente em sua vida desde a infância, por intermédio de sua avó e, depois, sua mãe. O espetáculo "Povo de Rua" surgiu em 2018, quando Bruno fez parte do Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias (NEPAA), coordenado por Zeca Ligiéro. "Foi ali que surgiu a ideia de Felizardo contar a história do Zé Pelintra. Todo esse aspecto da peça abre espaço para uma pauta contra a intolerância religiosa", diz Bruno.