Tijuca é segundo lugar no ranking do 1746 de buracos em calçadas

Bairro fica atrás de Campo Grande. Subprefeito tem notificado proprietários

Tijuca é segundo lugar no ranking do 1746 de buracos em calçadas

Uma verdadeira cratera. Esse é o estado de um buraco que abriu na esquina da Rua São Francisco Xavier com Avenida Paula Sousa, no Maracanã. Pelas imagens recebidas pelo portal Grande Tijuca, o buraco fica na ciclofaixa (que pega parte da calçada daquela via), colocando em risco pedestres e ciclistas. E não é o único. Na região da Grande Tijuca, dezenas de buracos são reclamados por mês. Em um ranking divulgado pela Prefeitura, através do 1746, a TIJUCA é o segundo lugar nas reclamações de buracos na calçada. De janeiro até outubro deste ano, 581 reclamações foram feitas sobre buracos, somente atrás de Campo Grande, na zona oeste (confira o ranking abaixo do top 5)

Para o subprefeito da Grande Tijuca, Wagner Coe, calçadas são, em sua maioria, responsabilidades do proprietário. E que são multados pelo descaso.

"A calçada é responsabilidade do proprietário. O que a gente pode fazer e temos feito é autuar, multar. Mesmo assim, além dessas autuações, há muitos imóveis abandonados. Ai, temos que localizar o dono. E fazer um "Bairro Maravilha", programa do governo, é bastante caro, principalmente para início de governo. Isso pode até vir a ser a solução, mas não é para agora. Há muitas prioridades nesse início de governo. Enquanto isso, vamos autuando".

Coe também explicou sobre calçadas cujas árvores também danificam o espaço do proprietário.

"Todas são, a menos que a retirada seja por vazamento de gás, aí é da Naturgy, ou por cano de água, aí é da CEDAE, e outros serviços em que a razão da destoca seja desta origem, de resto a manutenção sempre é do proprietário. E no caso de árvore, ou o plantio foi feito pelo proprietário ou comprou a residência com a árvore no local plantada pelo Proprietário anterior", explicou.

Sobre o buraco da foto da reportagem, o subprefeito acionou a Secretaria de Conservação. A secretaria de Conservação informou que, em relação às concessionárias, desde janeiro de 2021 foram emitidas mais de 3.600 notificações e mais de 1.600 multas. O valor da multa para a não manutenção de calçada começa em R$ 464,64 e pode aumentar em função de vários outros fatores, observados no momento da vistoria dos fiscais. Desde janeiro de 2021, o valor total das multas emitidas para concessionárias passa de R$ 2,5 milhões.

Informou também que cabe à Conservação executar os reparos em calçadas que ficam diante de prédios públicos, na orla ou no entorno de áreas de uso comum, como praças e parques. Desde janeiro de 2021, a Seconserva já fez a recuperação de pavimentação de mais de 46.700 metros quadrados de calçadas em toda a cidade do Rio de Janeiro. A fiscalização é feita por meio de denúncias recebidas via Central 1746 e vistorias realizadas pelas Gerências Regionais da Conservação.

RANKING DOS BAIRROS COM MAIS RECLAMAÇÕES DE CALÇADAS DANIFICADAS

Campo Grande – 733

TIJUCA – 581

Copacabana – 580

Centro – 467

Realengo – 365