Vereador quer que ferros-velhos identifiquem vendedores e compradores de sucatas

Além disso, projeto quer que procedência do material comercializado seja identificado

Vereador quer que ferros-velhos identifiquem vendedores e compradores de sucatas

O furto de cabos, fios de cobre e materiais de alumínio tem tirado o sono de moradores de diversos bairros da cidade do Rio. Pensando em formas de dificultar esse tipo de crime e identificar os meliantes que fazem parte dessas quadrilhas, o vereador Márcio Ribeiro, do Avante, deu entrada no projeto de lei 347/2021, determinando que os ferros-velhos passem a ter como obrigatoriedade a identificação dos vendedores e/ou compradores de sucatas, além da procedência do material no ato da negociação. Além disso, como forma de inibir esse tipo de crime, o parlamentar deu entrada em outro projeto de lei 352/2021, que determina que a instalação de cabos e fios aéreos, existente nas vias públicas, passem para instalação subterrânea, pelas concessionárias, em até cinco anos.

Para o parlamentar, a população é a que mais sofre com esse tipo de crime: "Esse tipo de crime acontece porque as pessoas sabem que há mercado para esse material! Isso prejudica a prestação de serviços para os clientes e para a população em geral", diz o vereador, que acredita que a crise que o país vive contribuiu para o aumento do número de casos.

Em grande parte dos casos, os furtos são praticados por dependentes químicos ou pessoas em situação de rua. E o caminho do material furtado, que é vendido aos ferros-velhos, acaba no empresário de reciclagem. Essa é a rota percorrida pelos fios e materiais de alumínio roubados na cidade do Rio, de acordo com a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). Nos depósitos, o quilo do cobre que é retirado dos fios chega a valer R$35. Na Grande Tijuca, o portal já noticiou diversos casos de furto de cabos e fios, além de outros materiais de alumínio ou ferro.

Um levantamento feito pelo Sindicato das Empresas de Telecomunicação mostrou que em 2019 foram roubados cerca de quatro milhões de metros de fios e cabos no Rio. A ação prejudicou cerca de cinco milhões de usuários no estado e provoca um prejuízo anual estimado em R$ 700 milhões.