Grupos e páginas regionais no Facebook orientam e ajudam durante pandemia

Parecendo verdadeiras 'cidades', membros monitoram informações de seus bairros

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Em tempos de pandemia, um dos maiores aliados dos moradores dos bairros que fazem parte da Grande Tijuca são os grupos regionalizados no Facebook. Não há um bairro que não possua, pelo menos, um grupo com focos e temáticas diferentes, seja para venda de produtos ou serviços, seja para orientações de ações de criminosos na região ou até mesmo para ações sociais.

Um dos exemplos é o Alerta Grajaú. Com cerca de 11 mil membros e criado em 2016, o grupo mantém bom relacionamento entre os integrantes, que trocam experiências.

"Gosto de ver que nosso grupo é democrático, os moradores postam suas reclamações sobre problemas do bairro, um ajuda o outro. Teve, inclusive, um caso de uma idosa que levou um tombo na Tijuca, mas moradora do Grajaú, e a filha dela viu a notícia dentro do nosso grupo. Até em grupos de WhatsApp faço parte, é uma sinergia bacana. E tenho, inclusive, notado o crescimento de pessoas entrando no grupo durante essa pandemia", relata a criadora do grupo, Cláudia Leonardo, que ainda é moderadora de outros três.

Situação similar com o Alerta Tijucano/Amoti. Com mais de 90 mil membros, o maior da região da Grande Tijuca, a interatividade entre moradores é constante. Vinculado também a Associação de Moradores da Tijuca, o grupo mede sua grandeza nos feitos recentes.

"Nessa época de pandemia, onde as pessoas estão muito limitadas, abrimos exceção em uma de nossas determinações, que proíbe publicidade, para incentivar a venda de produtos e serviços na região, trocando informações. Usamos para o bem do bairro. Fizemos recentemente uma vaquinha para ajudar uma moradora que perdeu tudo em um incêndio e está tendo uma repercussão bacana. E ainda discutimos sobre política, para ver o que podemos trazer para o bairro, inclusive iremos fazer uma live com o pré-candidato Eduardo Paes, raro em um grupo", explicou Augusto Figueiredo, um dos moderadores.

Até para quem não é carioca de origem se sente "em casa" em grupo no Facebook. É o caso da engenheira e artesã paulista de nascimento e moradora de Vila Isabel, Caroline Striani, 37 anos. Membra do Alerta Vila Isabel Oficial, que tem quase 20 mil pessoas, ela se orienta bastante pelo grupo.

"Eu morava na zona sul e há dez anos me mudei para Vila Isabel. Na zona norte, o povo é mais acolhedor, dá bom dia às pessoas. E isso se reflete no Alerta Vila Isabel. Sou ativa no grupo, posto denúncias de irregularidades, me oriento para casos corriqueiros do bairro e até situações de tiroteios, para saber onde não devo me meter. Até passeata já participei pelo grupo. É importante as pessoas se manterem informadas", lembra a engenheira.

Página também informa

Além dos grupos, há páginas que contemplam bem a missão de informar. É o caso da Rio Comprido Alerta, que com mais de 110 mil seguidores, faz um compilado de notícias para a população acompanhar, principalmente nessa época de pandemia.

"Nossa missão é informar, com linguagem clara e objetiva, as formas de prevenção, dados, ações e orientações oficiais repassados pelos órgãos de saúde, sem criação de "pânico" perante o período que vivemos", explicou Diego Costa, um dos editores plantonistas da página.

A página também tem um grupo. A diferença é que no grupo, as postagens são mais livres.

"No grupo quem faz a postagem é o próprio público e apenas fazemos uma "filtragem". Porém, a diferença principal é que na página os conteúdos são de órgãos oficiais e sempre checados. Logo, os usuários da página tem uma informação mais confiável", finaliza.