Tijuca tem forma de gigante

Quem chega à Tijuca pela avenida Maracanã, do alto do Viaduto Oduvaldo Cozzi (o inesquecível radialista de esportes da Rádio Nacional), próximo ao Estádio do Maracanã, se depara com uma cena bastante instigante: a silhueta de um grande homem deitado se projeta do contorno do Maciço da Tijuca e forma, com suas linhas insinuantes em confronto com o céu ao fundo, a figura do Gigante Adormecido da Tijuca. Essa imagem é certamente uma ilusão de ótica, fruto da imaginação do ser humano. Quem se dispuser a melhorar a sensação da imagem, basta girar uma foto dessa cena em 90º e, então, verá o perfil com testa, nariz pronunciado, lábios, queixo, pescoço e tórax. Uma imagem de grande realidade. Um quadro belo e majestoso.

Há quem diga que o tijucano tende a valorizar as coisas boas do bairro. Se isso for verdade, é bom que assim seja, nesta ou em qualquer outra localidade. Afinal, a auto-estima de um povo está pautada pelo legítimo orgulho dos valores que compõem determinada comunidade. Desde que em boa dose, com equilíbrio, isso é uma característica cultural extremamente saudável, até mesmo admirável.

Por essas e outras, o Rotary da Tijuca afirma que a Tijuca é um bom lugar para se viver. Talvez por isso, um ilustre engenheiro, músico por excelência, que abdicou de construir obras civis, para interpretar obras ao piano, o saudoso Celso Macedo, tijucano de quatro costados, dedicou sua inspiração e criatividade a fazer canções para entidades de voluntários. Numa delas, a marchinha exaltação composta para o Rotary Tijuca, Celso estabeleceu uma metáfora entre a grandiosidade do Clube de Serviços que viu nascer, com a silhueta da Tijuca que via surgir ao final das tardes.

Na canção, os rotarianos afirmam há décadas: "Tijuca, Tijuca (referindo-se ao Rotary Club ... parafraseando o nome do bairro ...), desde o primeiro instante, mostrou forma de Gigante" (clube de rotarianos operosos, bairro de cidadãos briosos).

Se a imagem do Maciço é fruto da ilusão de ótica, a metáfora que Celso plantou em solo fértil e generoso foi transformada, pelos rotarianos que se sucedem ao longo de mais de 7 décadas, em autêntica verdade: Tijuca – Forma de Gigante!

Joper Padrão

Vice-Presidente do Rotary da Tijuca