O trevo dos desesperados

Localizado no bairro do Maracanã, no cruzamento da Radial Oeste com São Francisco Xavier, fica o famoso vulgarmente chamado de "Trevo da UERJ". Divisa entre maracanã e vila Isabel, o trevo é passagem para estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e concentra um alto fluxo de carros.

O local está repleto de pessoas em situação de rua e usuários de entorpecentes. De acordo com a Policia Militar além do consumo, também existem relatos da venda constante em horários distintos. Os cidadãos não respeitam nem os horários de pico onde o fluxo de pessoas é maior e consequentemente a prática deveria ser inibida.

No início do ano de 2018, a Superintendência da Grande Tijuca começou diversas operações semanais como: as equipes da Comlurb realizavam limpeza e lavagem do local, a Policia Militar cuidava da segurança e combatia os atos ilícitos e a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos dava suporte e atendimento a quem necessitasse.

Nessas operações foram apreendidos e abordados receptadores de metais oriundos dos roubos de cabos, tampas de galerias, dentre outros crimes que vem assolando todo o Rio de Janeiro e tal problema se agravou na pandemia. Um caminhão foi levado para o depósito e as operações foram intensificadas afim de coibir os roubos na região.

A possível implementação de um supermercado no local trouxe esperança aos moradores e frequentadores que com a mesma agilidade que acharam que isso resolveria o problema, perceberam que em nada mudou.

A situação foi agravada quando na mudança de gestão para a Subprefeitura atual, as ações foram interrompidas ficando somente a cargo da Polícia Militar o cuidado do trevo. As intenções dos órgãos de segurança são as melhores, mas sem o apoio do município fica muito difícil manter a ordem em um lugar que já tem como paisagem, o caos e a ilegalidade.

O local têm capacidade de sobra para receber investimento e prosperar, porém essa omissão causa desconforto e temor aos moradores e também atrapalha o interesse dos comerciantes na região e pessoas que desejam abrir seus negócios nas ruas circunvizinhas.

A simples remoção do trevo seria uma saída que provavelmente ajudaria muito a resolver esse problema, mas os órgãos responsáveis alegam a impossibilidade dessa retirada e essa é uma justificativa que os moradores estão longe de engolir ou até mesmo entender, já que não passa de um conglomerado de terra que faz a divisão de pistas arteriais. Acredita-se que temos pessoas de capacidade técnica suficiente que possam fazer um estudo e além de remover o trevo, também fariam uma demarcação mais atual e eficiente no cruzamento.

O fato é que os moradores anseiam por uma solução e o silêncio do poder público e falta de medidas efetivas tornam o local um paraíso para meliantes e um solo fértil para pessoas mal intencionadas.